quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

FORUN SETORIAL COM OS ARTÍSTAS PLÁTICOS - 12/2013 - ROBSON SHIMIZU - BIENAL DO ALTO TIETÊ


Mateus Sartori – Secretário de Cultura de Mogi das Cruzes – Mui digno:
Presidiu a seção, sempre parcimonioso, falou muito bem, dividiu o microfone mesmo com quem veio de fora, leal e super educado, cumprimentei sua mamãe, maravilhosa. Adorei e dei-lhe um beijo na despedida. Ela tem orgulho dele. Está certo, até eu também.
Estava difícil, mas todos notaram a mesma coisa, não há vontade política: eu, Nerival, Lucio Bittencourt, Maurício Chaér, Enzo Ferrara, Zeti, Jam, Duque, Cida Roriz, etc., vejam fazemos parte do Grupo Bienal do Alto Tietê e estamos juntos do Grupo que reivindica o prédio da Telefônica para instalação do famigerado MUSEU DE ARTE DO ALTO TIETÊ, por mim batizado de MAT, resta ainda saber se aceitarão esse nome.
Grupo muito forte, por diversas vezes, no fórum, salientado, o próprio Mateus assim mesmo falou. O que não disse é que estava com ele outro grupo, que deveriam apoiá-lo, que não deu nem para saber quem, porque estavam meio acanhados com o desempenho dos nossos artistas, já bem treinados, ficaram lá quietinhos. Nós viemos da Audiência Pública na Câmara dos Vereadores da cidade de Mogi das Cruzes. Cruzes! Olha! Quase deu um incêndio lá! O Casarão do Carmo tava uma panela de pressão.
Mateus só batia numa tecla, tentava convencer a todos que um Museu não é viável, “por isso ou por aquilo”, mas garanto que nas quatro horas de seção fomos incansáveis em rebater a sua proposta. Ele quer dividir o prédio praticamente ao dispor da prefeitura, em três partes, ou andares, com atividades diversificadas. Como no Louvre, MASP, etc, etc. Combatemos até o fim para que aceitem a nossa proposta.
Ficou claro para todos os presentes, tem que ser um Museu e com o prédio inteiro. Não dá para dividir com biblioteca ou com o “Raio que parta quem quer que seja”.
Não se sabe quem o ordenou para defender aquela tese que não quer um Museu, até pelo seu alto custo, falou ele, mas tinha alguém mandando sim, tanto que não tinha razão apra continuar com aquela tese sem fundamento. Não deu certo, exatamente porque a verba do município não chega muito saudável para a sua Secretaria. Mateus tem que fazer gato do sapato ou pudim do concreto para atender apenas setenta por cento de suas demandas. Nada de muito representativo, nota-se pelo que a imprensa nada publica. Estou falando a brasileira. Não publica nada, a não ser sobre a sorte do Vardemar.
Olhem bem: dinheiro tem sim, estive em uma reunião com a ADRAT e com Ministério da Cultura, que criou o PLANO NACIONAL PARA A CULTURA. Eles têm que se inteirarem disso, senão vão continuar dizendo que não tem verba, a mesma que volta para Brasilia se não for usada, lógico. Vai se saber lá o porque!
Além disso, se é para o Alto Tietê, onde fica a colaboração dos outros municípios que ficam bem quietinhos para não serem convocados a participarem do projeto.
No final, depois de gritaria, xavecos, comentários, etc.; ficou no ar, que a probabilidade de termos um Museu está bem mais provável. 
Otimismo geral!
Os artistas citados acima ao terem a palavra, deixaram claro que a importância do Museu, não está na razão de poderem expor suas obras, mas sim da necessidade de uma entidade cultural que represente bem o espírito cultural da região toda. Já ficou claro para todos que com a Bienal as coisas ficaram bem mais sérias, neste sentido.
Mateus: Para de tergiversar! Desta você não escapa e eu garanto que você não vai se arrepender. Terá os olhos do mundo sobre sua região. Marketing de primeira.
Finalmente resta-nos esperar para reunião para outra Audiência Pública, onde tudo ficará definido.
Eu quero afirmar categoricamente, que pessoalmente sou admirador de Mateus Sartori, esse antagonismo é porque eu estou convicto da necessidade de fundarmos o MUSEU DO ALTO TIETÊ em Mogi das Cruzes.

Líbano Montesanti Calil Atallah
Diretor de Imagem Pública